Crianças tailandesas mobilizaram solidariedade internacional

Nos últimos dias as atenções do mundo estiveram concentradas na Tailândia.  É certo que não foi pelas melhores razões, mas apesar de tudo, há um lado que importa realçar.

Muitos países, especialistas de todas as áreas e de todo o mundo, centenas de jornalistas, mostraram que é possível os povos unirem-se em torno de causas. E esta era uma causa maior. Salvar a vida a doze crianças e um adulto que ficaram dias intermináveis dentro de uma gruta.

Há hora que escrevemos este editorial já oito tinham sido resgatadas, no dia seguinte na terça 10 de julho tudo tinha terminado bem com todos a serem resgatados do interior da caverna.

A expetativa, a ansiedade, e também a solidariedade durante dias estiveram nos olhos e nos corações de todo o mundo.

Há para já uma conclusão óbvia. 

A solidariedade falou mais alto e o mundo esteve de alma e coração com a corajosa intervenção dos mergulhadores de várias nacionalidades que arriscaram as suas vidas para salvar outras, pese embora, o Saman Kunan, o mergulhador que morreu a tentar salvar crianças da gruta não possa abraçar as crianças no seu exterior como os seus colegas fizeram quando terminavam a sua missão.

Fica a certeza que quando um homem sonha o mundo pula e avança como bola colorida nas mãos de uma criança e estas tailandesas vão poder continuar a jogar “à bola” porque mobilizaram a solidariedade internacional e os povos de todo o mundo esqueceram por momentos o que os pode dividir e valorizaram muito mais o que os pode unir. A vida.

Ainda que estejamos, no outro lado mundo, neste minúsculo ponto da Terra que é a vila do Paul, há valores que são igualmente importantes em qualquer parte deste planeta e ao trazermos esta temática para este editorial, quisemos só realçar o lado bom de uma situação que poderia ter acabado em tragedia, como será trágico para todos se não percebemos a tempo que o mundo precisa de gente que se preocupa com o próximo.

 

 


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